Missão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O seu papel : preservar e valorizar

O ICOMOS, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, é uma organização não governamental global associada à UNESCO. A sua missão é promover a conservação, a proteção, o uso e a valorização de monumentos, centros urbanos e sítios. Participa no desenvolvimento da doutrina, evolução e divulgação de ideias, e realiza ações de sensibilização e defesa. O ICOMOS é o organismo consultor do Comitê do Patrimônio Mundial para a implementação da Convenção do Patrimônio Mundial da UNESCO. Como tal, avalia e dá parecer sobre as nomeações ao patrimônio cultural mundial da humanidade e garante o estado de conservação dos bens.

A sua criação em 1965 foi o resultado lógico dos primeiros encontros organizados por arquitetos , historiadores e especialistas internacionais no início do século XX e que se materializou na adoção da Carta de Veneza em 1964. À luz de numerosos estudos, conferências, simpósios e discussões levados a cabo por seus Comitês Nacionais e Comitês Científicos Internacionais, o ICOMOS construiu pouco a pouco o quadro filosófico e doutrinário do patrimônio em nível internacional.

História

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Da emergência do conceito de Patrimônio Mundial à criação do ICOMOS

Até o final do século XIX, o patrimônio arquitetônico tinha sido matéria de exclusiva preocupação nacional e a maior parte da da legislação concernente à proteção de edifícios históricos na Europa data desse período. Inúmeras associações existiam em cada país, mas o seu alcance nunca ultrapassou as fronteiras nacionais. O Internacionalismo Cultural, tal como o conhecemos hoje, foi resultado da 1ª. Guerra Mundial, com a criação da Liga das Nações, e principalmente da 2ª. Guerra Mundial, com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e a fundação da UNESCO.

 

A Conferência de Atenas (1931) sobre o restauro de edifícios históricos foi organizada pelo Internacional Museums Office, e a Carta de Atenas, redigida por Le Corbusier por ocasião da 4ª. Assembleia dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAMs) (1933), foi publicada anonimamente em Paris em 1941. Ambas representam um marco na evolução das ideias, porque refletem um crescimento da consciência estre os especialistas de todo o mundo e introduzem pela primeira vez na história o conceito de patrimônio internacional.

 

A Carta de Veneza nasceu da necessidade de se se criar uma associação de especialistas em conservação e restauro, independente da já existente associação de museólogos, o ICOM.

 

Em 1957, em Paris, o 1º. Congresso de Arquitetos e Especialistas em Edifícios Históricos recomendou que os países que ainda não tivessem uma organização central para a proteção dos edifícios históricos, providenciassem a criação de um órgão dessa natureza, e, em nome da UNESCO, que todos os estados membros da UNESCO se juntassem ao Internacional Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM) sediado em Roma. O Segundo Congresso de Arquitetos e Especialistas em Edifícios Históricos, realizado em Veneza em 1964, adotou 13 resoluções, sendo a primeira a Carta Internacional do Restauro, conhecida como Carta de Veneza, e a segunda, seguindo a sugestão da UNESCO, previa a criação do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS).

 

Para saber mais sobre a História do ICOMOS, consulte o Scientific Journal - 30 years of ICOMOS ( inglês).

Estatuto

Adotado pela Assembleia Constituinte do ICOMOS em Varsóvia (Polônia) em 22 de Junho de 1965 e emendada pela 5a Assembleia Geral (Moscou, União Soviética) em 22 de Maio de 1978, e na 18a Assembleia Geral (Florença, Itália) em 12 de Novembro de 2014.

ICOMOS Statutes / Statuts de l’ICOMOS  (Inglês / Francês) 

 

Princípios éticos

Estes Princípios Éticos foram adotados pela 18a Assembleia Geral (Florença, Itália) em 12 de Novembro de 2014 para substituir a Declaração de Engajamento Ético, adotada pela 13a Assembleia Geral (Madri, 2002).

ICOMOS Ethical Principles / Principes éthiques de l’ICOMOS  (Inglês / Francês)